O portalozk.com identificou o Guarda Civil Municipal que foi detido por porte ilegal de arma de fogo na localidade de Atafona, 2º Distrito de São João da Barra. Trata-se de Flávio Dantas. Ele pagou fiança de R$ 3 mil na manhã deste sábado (11) e foi liberado. Em conversa com Leonardo Ferreira, Dantas explicou que se trata de uma perseguição por parte de seus superiores, uma vez que há uma briga pública dele com o Secretário Municipal de Segurança Pública, Anderson Campinho, onde ele vem lutando em prol dos companheiros da Guarda Civil Municipal estando a frente da Associação da Guarda Civil Municipal de São João da Barra (ASPGCMSJB). Ele explicou que possui arma de fogo registrada há mais de dez anos, mas seu uso é para posse (autoriza manter a arma exclusivamente dentro de casa ou local de trabalho) e não porte (autoriza trazê-la consigo em transportar ou porte em locais públicos).
Ao ser indagado por Leonardo Ferreira sobre como tudo aconteceu, Dantas explicou sua versão, dizendo que estava com sua esposa em uma barraca na Festa de Nossa Senhora da Penha, em Atafona, quando foi avistado pelo Secretário de Segurança Pública, Anderson Campinho e, por volta de meia hora depois, foi abordado pela Polícia. "Ele me avistou muitas vezes e inclusive marcou ponto de cerca de cinco metros de onde eu estava e meia hora depois fui abordado, com a alegação de denúncia de populares. Na ida para a delegacia de Campos (a central de flagrantes do fim de semana), o policial relatou que recebeu uma denúncia no celular pessoal dele. E isso é a certeza pra mim de que foi uma situação de dentro da secretaria, pois que popular é esse que tem o número de telefone pessoal de agente da patamo?", começa a explicação.
"Mediante toda a situação, é óbvio que como Guarda Municipal, em uma cidade que não é armada, eu não tenho direito de porte, eu tenho direito de posse. Minha arma é registrada, toda legalizada direitinho, porém eu não tenho porte, eu tenho a posse e neste cenário, o secretário (Anderson Campinho) armou todo esse circo, sendo confirmado a mim por alguns colegas que estavam de serviço ontem e observaram toda a movimentação, mas não sabiam que aquela movimentação toda era pra mim. E foi onde realmente fui para a 145ª (Delegacia de Polícia de São João da Barra), porém a delegacia de área é a 134ª (Delegacia de Polícia de Campos | Centro), onde fiquei aguardando o levantamento do dinheiro, porque não tem como levantar R$ 3 mil em espécie de uma hora para outra. Mas a gente conseguiu, pela manhã o dinheiro chegou e eu saí. Não tenho dúvidas que vou continuar sendo perseguido. Ele vai querer gerar, com isso, mais um processo administrativo. Eu tenho três processos administrativos, porém acesso eu só tenho um e os outros dois nem saíram do setor de processo administrativo porque os procuradores do setor (responsável) identificaram que eram situações de perseguição e então os processos estão parados lá. A única pegada que ele poderia ter era essa, mas ele não vai conseguir vitória em cima disso, não", contou Dantas.
"Eu continuo brigando por uma São João da Barra melhor, brigando para ter uma Guarda bem estruturada, para que a gente possa estar trazendo segurança e organização de verdade para o nosso município. São João da Barra a gente há de concordar que a segurança pública e o ordenamento está uma bagunça. Essa é a minha briga que incomoda, principalmente o secretário (Anderson Campinho). Eu gostaria que fosse diferente, que a gente estivesse estruturado, saindo para rua para trabalhar e ter segurança de que a gente fez o serviço correto", destacou o GCM.
"Estou sendo perseguido e isso que aconteceu foi mais uma perseguição do secretário (Anderson Campinho) para comigo. Estou em casa, mais tarde estarei de serviço, estou escalado para trabalhar hoje. Hoje a gente vive de mídia, foto e imagem, mas ação, zero. Toda verba da secretaria que é destinada a Guarda, tá sendo direcionada para caprichos do secretário, como o PROEIS que, por ele ser superior, as guarnições do PROEIS tem que responder pra ele e quem não responder, ele consegue com que essa pessoa não faça mais o PROEIS e assim ele vai dominando São João da Barra. Eu mostrei pra ele que o meu intuito não é bater de frente e sim trabalhar junto, mas não é o que ele quer, não. Cortaram nosso RAS, a gente tinha quase cem vagas na semana, e hoje a gente só tem cinquenta vagas. Tem gente aí que está pendurado, porque não está conseguindo fazer o que fazia antes. Essa é toda a verdade, estou sendo perseguido. E é essa perseguição que a gente está sofrendo, e mesmo assim a gente continua fazendo o serviço, altas horas da noite e eles mesmos não permitem que a gente se proteja. Acredito que essa semana vou ter que relatar alguns fatos. Olha, uma situação, o Ministério Público está fiscalizando porque exige que a Guarda trabalhe dentro da 13.022 (Lei Federal 13.022/2014), que é o estatudo nacional das Guardas e isso não favorece eles e eles estão empurrando com a barriga e o MPRJ está no encalço deles. E a gente que é da associação está acompanhando o MPRJ e orientando para que as coisas se corrijam, e por estar a frente, acabo sendo alvo... É desse jeito... Obrigado por ter entrado em contato", finalizou Dantas.
O portalozk.com agora busca contato com o Secretário de Segurança Pública, Anderson Campinho, para se manifestar diante das citações nesta reportagem.
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